Sábado, 19 de Março de 2011

Gruta vista à luz de capacete

Mira de Aire 

grutas_tn

Luzes desligadas, capacete, acção. É desta forma que se prepara a visita às Grutas de Mira de Aire sem a iluminação eléctrica.
Sábado de manhã. O sol brilha forte em Mira de Aire. No auditório das grutas um grupo de cinco pessoas coloca os capacetes e testa as luzes. Para traz fica um vídeo que apresenta as grutas e a sua história. João Almeida vem de Lisboa com a família, a esposa Lina e a pequena Maria. Índia e Flor, de 14 e 10 anos, são de Mira de Aire. O grupo desce às profundezas da terra e mergulha na escuridão, cortada pelas luzes dos capacetes usados pelos espeleólogos.
Sem a iluminação, a gruta ganha uma nova sensualidade. Não revela de uma só vez as grandes salas, com toda a sua grandiosidade. Vai-se mostrando aos poucos. À medida que a visita avança, cada pessoa vai iluminando pequenos detalhes, os brilhos, uma estalactite que se cruza pelo olhar. A mesma gruta é vista por todos, mas cada um leva a sua imagem pessoal, o seu próprio trajecto.
Talvez pela visão ficar mais limitada, os sentidos ficam mais apurados e os pingos ou a água que corre pelo Rio Negro, ganham uma nova força e expressão. Não se vê, mas sente-se a presença forte da natureza.
À beleza visual junta-se a informação. O guia vai explicando a evolução da gruta, a sua história, a geologia e os trabalhos científicos que todos os anos ali têm lugar.

“Sentimo-nos exploradores”
Cerca de 40 minutos depois e a 110 metros de profundidade, o elevador traz o grupo até à superfície, de regresso ao dia ensolarado. À saída há ainda tempo para ver a exposição de rochas, minerais e fosseis.
Para João Almeida termina uma visita onde pode “redescobrir o que tinha visto há 30 anos” e que “graças aos capacetes leva-nos a olhar mais ao detalhe”. “Os brilhos” fizeram a pequena Maria render-se aos encantos das entranhas da terra e para a mãe, Lina, esta visita aguça a veia exploradora. “Sentimo-nos mais próximos do que é descobrir a gruta, sentimo-nos quase espeleólogos!”, afirma.
Índia e Flor, habituadas a percorrer os 600 metros da visita, rendem-se a esta visita às escuras. “Sentimos que estamos a descobrir as grutas e podemos ver as coisas de outra maneira”, referem as jovens.
O grupo regressa à entrada das grutas. Lá em baixo, as luzes já estão acesas novamente. Sábado de manhã, outros grupos descem à catedral do calcário, que volta a revelar-se iluminada.
As visitas às escuras, essas continuam, por marcação.

 

Fonte: www.oportomosense.com

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 01:34

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