Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

Plantas valiosas ameaçadas

foto
Algumas plantas que caracterizam a flora do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) estão ameaçadas de extinção pelo progresso e pelo aumento da colheita de exemplares. Para informar e sensibilizar as pessoas, o PNSAC editou um livro onde constam as plantas que devem ser protegidas no seu território.

O autor do livro, António Flor, aponta como factores que estão a prejudicar a flora do parque a construção de infra-estruturas e abertura ou melhoramento de vias de acesso como principais problemas. O aumento da pressão humana na colheita de exemplares da flora espontânea também está a revelar-se um problema.

“Consciente de que escrevi um documento de utilidade circunstancial e algo administrativa, gostaria muito de me equivocar no meu sentimento de que pouco contribuirá para evitarmos a continuação de um cenário quase global: A devassa irracional e sem sentido prático de um recurso natural fundamental...”, diz o autor, que também é o responsável pelo centro de interpretação da flora do PNSAC.

O livro faz referência ao inventário da flora do parque, que contém 840 espécies de plantas e sublinha que metade da flora biológica de Portugal está representada nesta área protegida.

Ilustrado com fotografias de plantas e da paisagem do parque, o livro enuncia sete espécies de plantas de interesse comunitário cuja conservação requer a delimitação de zonas especiais de conservação. É o caso da “Arabiz Sadina”, a “Euphorbia Transtagana” ou a “Iberis Procubens” que tem o nome comum de “Rasmano”. Espécies cuja colheita, corte ou destruição e posse das mesmas estão proibidos.

No livro são ainda apresentadas duas espécies que requerem uma protecção rigorosa. É o caso da “saxifraga Cintrana”, uma planta rara exclusiva que só se encontra nas serras de Sintra, Montejunto e no PNSAC. Nesta situação está também a “Thymus Villosus” que está ameaçada pela extracção de inertes e que serve para ornamentar e condimentar.

São apresentadas ainda quatro plantas cujas colheitas podem ser sujeitas a medidas de gestão para garantir a sua manutenção. Entre elas estão as plantas com o nome comum Vulnerária, o lírio amarelo dos montes, as campainhas amarelas e a gilbardeira. A primeira é utilizada na medicina tradicional como cicatrizante e as restantes têm potencial ornamental.

Nas considerações finais, o autor chama à atenção para a possibilidade de extinção de algumas plantas caso não exista um planeamento adequado, de forma a proteger as espécies das ameaças do “urbanismo, da indústria, agricultura, silvicultura e do próprio turismo.

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 19:20

link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

 

.Junho 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. Notícia sobre a palestra ...

. Pedreiras: Sim ou Não?

. A gralha-de-bico-vermelho...

. I BIKE TOUR

. Curiosidades sobre o símb...

. Resíduos depositados ileg...

. IV ENCONTRO DE SABERES - ...

. DIA MUNDIAL DO VIGILANTE ...

. Vigilantes da Natureza es...

. Estação de tratamento de ...

.arquivos

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

.mapas

.O Parque Natural

O Parque Natural

.Fauna

O PNSAC e a sua fauna

.Flora

O PNSAC e a sua flora

.Maravilhas do PNSAC

As maravilhas do nosso Parque

.Notícias do PNSAC

Notícias relacionadas com o PNSAC