Domingo, 27 de Março de 2011

Serra d’Aire é abundante em água e podia ser uma fonte de energia eólica

 

 

 

Serra d’Aire é abundante em água e podia ser uma fonte de energia eólica
fotoUma riqueza por explorar

A Serra d’Aire é um manancial de recursos naturais por explorar. Há água a rodos no subsolo mas não há dinheiro para explorar essa riqueza. E a implantação de um parque eólico também não é vista com bons olhos.
Desconhecida da maioria da população que vive a seus pés, a Serra d’Aire é uma fonte de recursos naturais até agora subaproveitados. Desde a imensa água existente por baixo do maciço calcário até à utilização do espaço como gerador de energias alternativas.
O seu potencial natural tem esbarrado quase sempre na burocracia e na falta de financiamento para projectos desta natureza. Dito de outra forma, tem faltado estratégia para explorar de forma sustentável os recursos existentes.
Como bem fez notar Carlos Costa Almeida, geólogo e professor da Faculdade de Ciências de Lisboa convidado pela CDU de Torres Novas para, na sexta-feira, 22 de Abril, debater “o património esquecido” da Serra d’Aire. O orador disse que é quase uma heresia haver aldeias no sopé da serra com problemas de abastecimento de água quando, a dois passos, existe um manancial do líquido precioso completamente “esquecido”.
No maciço calcário das Serras d’Aire e Candeeiros existe uma espantosa concentração subterrânea de água, que drena para três grandes nascentes, duas das quais na Serra d’Aire – Al-viela e Almonda. Nas contas feitas por Carlos Costa Almeida o caudal total debitado pelas três nascentes cifra-se em cerca de 350 milhões de metros cúbicos por ano.
Há vinte anos que se apresentam projectos para o estudo aquífero da Serra d’Aire, com o objectivo de uma gestão integrada de recursos subterrâneos e superficiais ali existentes. Projectos que nunca foram concretizados por falta de meios financeiros. Em 2003, o parque natural assinou protocolos com 18 entidades nacionais para avançar, mais uma vez, com o estudo dos recursos subterrâneos de água.
Mais uma vez, de acordo com Maria de Jesus Fernandes, bióloga e técnica do Parque Natural da Serra d’Aire e Candeeiros, o financiamento está difícil de conseguir e os protocolos continuam apenas no papel. “Isto é uma coisa difícil de vender”, contrapõe Carlos Costa Almeida.
O geólogo admite ser difícil explorar recursos hídricos e captar água do interior do maciço calcário por haver pouca capacidade de regulação do caudal nos reservatórios naturais. Mas refere que vale a pena insistir, até porque este é o segundo sistema mais importante em termos de reservatórios subterrâneos de água a nível nacional.

Quem
semeia ventos…
Outra potencialidade da Serra d’Aire é o seu aproveitamento para o desenvolvimento de energias alternativas, como a eólica. Há cinco anos foi assinado entre a junta de Freguesia do Pedrógão, a Câmara de Torres Novas e a Enersis, empresa do sector, um contrato para a exploração de um parque eólico na freguesia de Pedrógão.
Até hoje, a única coisa que se sabe, segundo o presidente da junta de Pedrógão, é de que a Enersis terá negociado esse contrato com outra empresa, o grupo Meneses, de Leiria. “Até 18 de Maio as empresas têm de apresentar ao Governo os contratos que têm celebrados se quiserem receber financiamento”, refere Silvino Rosa, adiantando estar à espera que “alguém” lhe diga algo sobre o assunto.
Quando se fala em parques eólicos na Serra d’Aire, os responsáveis do parque natural ficam apreensivos. Porque, como disse Maria de Jesus Fernandes, “os moinhos não caem na serra de pára-quedas”.
Ainda recentemente o PNSAC chumbou a instalação de um parque eólico no cume da serra pelo facto da sua implantação implicar grandes intervenções ao nível das áreas abrangidas. “A área afectada pela sua construção era demasiado significativa”.
Teriam de ser abertos mais caminhos e havia grande pressão de camiões e máquinas pelo espaço, uma situação que os responsáveis do PNSAC dispensa. A bióloga referiu no entanto ter aprovado a instalação de dois parques eólicos na Serra de Candeeiros, não justificando esta dualidade de critérios. O MIRANTE tentou contactar a directora do PNSAC para mais esclarecimentos obre o assunto mas até à hora de fecho desta edição tal não foi possível.
Apesar de nos últimos cinco anos os incêndios terem devastado cerca de 1.800 hectares de árvores e plantas na Serra d’Aire, a política dos responsáveis do parque tem sido a de não apoiar a abertura de mais caminhos, reivindicados pelas populações rondadas pelos fogos, de forma a tornar mais célere o seu combate.
“A abertura de mais caminhos traz inevitavelmente mais gente para a serra. O ano passado tivemos 55 mil visitantes e não é aconselhável ter mais”, sentenciou a técnica do PNSAC, adiantando que têm de conciliar e gerir a conservação da natureza com a pressão humana.

Fonte: O Mirante

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 14:58

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“Portugal está em processo de desertificação”

Olímpio Alegre Pinto, geógrafo: “Portugal está em processo de desertificação”

 

O antigo director do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) fala das medidas urgentes necessárias para minimizar o flagelo dos incêndios florestais de Verão e o impacto das alterações climáticas no futuro da Humanidade. Recorda também os tempos em que esteve à frente da maior reserva natural da região.

O que falta fazer para que os incêndios deixem de ser um flagelo nacional?
A primeira medida é o ordenamento florestal, que faz parte do Ordenamento do Território. Enquanto isso não for feito e bem, não acredito que o problema possa ser resolvido. É preciso ter uma atenção especial com as espécies plantadas, com a dimensão das manchas florestais, acessos e proximidade de localidades. Recordo-me de ter lido um livro que alertava para o “empinheiramento” de Portugal – e depois aconteceu a “eucaliptização”. O pinheiro é autóctone do País, mas apenas na faixa litoral. Por razões essencialmente económicas e por falta de conhecimento, expandiu-se a espécie para tudo quanto é sítio. Hoje, cerca de 40% da área florestal nacional é de pinheiro e outro tanto de sobreiro. O eucalipto preenche quase 20% e sobra uma parte ínfima de azinheiras e quercus. A floresta autóctone que deveria ser plantada seria de sobreiro, azinheira e folhosas (castanheiros e carvalhos). É tão óbvio que até me custa dizer o que se deve fazer em termos de ordenamento, para mais sabendo que há estudos recentes sobre o assunto.


Quais são as medidas mais urgentes?
Reunir especialistas – ministérios da Agricultura e do Ambiente, autarquias, agrónomos, silvicultores, geógrafos, geólogos e ecologistas - e preparar um plano de conhecimento in loco e aplicá--lo. O processo deveria ser iniciado imediatamente. Infelizmente, não o pudemos iniciar há 30 anos, quando era desejável, até imperativo, que tivesse sido feito... A aposta deve ser no ordenamento e prevenção. O ataque ao fogo continuará a ser necessário, uma vez que estas medidas nunca vão conseguir acabar a 100% os incêndios, mas muitas situações seriam evitadas a priori e nunca abrangeriam os milhares de hectares que ardem todos os anos. Contudo, é preciso ter a noção de que, nas presentes condições, dificilmente os bombeiros conseguem apagar incêndios. Com a carga térmica que existe e a velocidade com que eles se propagam, como conseguem? Apesar do muito esforço e até sacrifício, as chamas só se extinguem quando acaba o combustível.

Atribui-se origem criminosa a muitos dos incêndios. Vivemos mesmo num País de pirómanos?
É uma situação que entra na questão psicológica. É complicado definir o que é um pirómano. É um doente mental que gosta de ver coisas a arder. Não é aquele que, embriagado ou por quezílias familiares ou outras, ateia fogos. Esse é criminoso. No primeiro caso, têm aparecido bombeiros que escolheram essa ocupação pela proximidade com os incêndios. Se estamos a falar de um doente mental, então deve ser encaminhado para um estabelecimento de saúde. Se é um criminoso – e alguns são reincidentes – deverá ser julgado de acordo com a Lei.

E os autores morais?
Estou convencido de que eles existem. Isso leva-nos a questões de cidadania, respeito e formação/instrução. Normalmente, nestes casos, está associado um qualquer tipo de lucro e interesse. Mas não me parece que estes sejam a maior parte. A maioria dos fogos tem como origem os acidentes, falta de percepção e incúria e atinge grandes proporções devido ao não ordenamento da floresta. Se um criminoso ou um doente mental atear um fogo numa zona ordenada, a probabilidade de propagação é mínima e o prejuízo será pequeno. Uma floresta de sobreiros não arde da mesma maneira que uma de pinheiros, que ainda por cima são resinosas, altamente combustíveis, que deixam muita caruma que permanece, por resistir à decomposição mais que uma folha de castanheiro ou carvalho.

A substituição dos pinheiros e eucaliptos por carvalhos e castanheiros, permitiria preservar recursos hídricos?
Sem sombra de dúvida, em todo o território. Uma planta de trigo absorve e coloca, por transpiração, no meio ambiente, em média, 210 litros de água, durante o seu ciclo vegetativo. E estamos a falar de uma espécie de sequeiro. Uma árvore adulta, faz circular, cerca de 300 litros por dia. Se perdermos uma floresta, devido ao corte ou incêndio... quantas toneladas de água, por dia, deixam de entrar no ciclo vital da água? Nos princípios dos anos 90, durante um simpósio internacional  sobre a desertificação em Portugal, considerou-se que a parte Sul do País, até um pouco acima do Tejo, está em processo de desertificação. Não sei o que mais seria preciso para fazer soar todos os alarmes... claro que as causas da inacção vão dar à política.

O poder central deveria tomar conta do processo? Uma vez que a população espera sempre que as medidas venham de cima.
Certamente. O impacto seria muito maior. Além disso, muita gente, por desconhecimento desta questão, não vê necessidade de agir. Há quem, porque tem de sobreviver e lutar, só pense no dia de amanhã e não veja muito além disso. Sabemos como está a desertificação humana no interior do País. Era essencial que, aos diversos níveis da Administração, as pessoas fossem  sensibilizadas e informadas para motivar e fazer com que todos os cidadãos colaborem. O governo é que tem os meios e a força para mobilizar as pessoas à volta deste projecto comum. Além disso, a  população precisa de uma acção sistemática e continuada de informação, onde os media têm um papel fundamental.

A população não tem noção da riqueza do PNSAC
Que memórias guarda do tempo em que foi director do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC)?
Excelentes! E em diversos aspectos. Em primeiro lugar, a colaboração dos meus colegas do PNSAC foi fora de série! Estávamos mobilizados em torno de um objectivo. Para mim, o que era importante era ser claro e executar claramente. Sempre apoiei o mais possível os meus colegas, fosse no que fosse. Incondicionalmente. Estava no parque há pouco mais de dois meses quando a secretária me disse que estava lá fora uma pessoa para falar comigo. Mandei entrar (nunca recusei receber, ou fiz esperar para falar comigo, fosse quem fosse). Entrou um rapaz que se sentou à minha frente. Disse que era serralheiro, que morava dentro dos limites do PNSAC, que tinha três filhos, todos a estudar, que tinha uma horta e que concordava com o parque, pois “é preciso proteger as coisas”. Ao fim de um quarto de hora daquela conversa, atalhei e perguntei qual era o assunto que o levava ali. E ele respondeu que não era nenhum. “Só quis conhecê-lo! Disseram-me que tem uma faca muito afiada e que corta tudo a direito. Vim ver se era mesmo verdade.” Convidei-o a tomar um café e a falar sempre que quisesse, mas não voltou a aparecer.

A população tem noção da riqueza do PNSAC?
Não tem muita noção ou não se importará muito. Paralelamente ao que exprimiam, havia, em 90% das situações, um interesse subjacente, em regra económico. Noutras situações, político.


As pedreiras têm lugar num parque natural?
A gestão desse tema era diária. Quando cheguei ao PNSAC, em 1999, havia 303 pedreiras em funcionamento. Dessas, só 60% eram legais. Quando de lá saí, dois anos depois, havia 503 e 95% estavam legalizadas. É possível aliar um interesse ao outro. O grande problema - e para isso é preciso tacto - é conciliar os interesses legítimos das populações com os da conservação da natureza, que não dão lucro imediato. Mas quando o dão, é ao quadrado. Para conciliar é preciso sensibilizar e mostrar às pessoas as mais-valias que temos.  Se souberem o que têm, melhor o defendem. É claro que as pedreiras representam emprego para muita gente e têm um grande valor em termos de exportação. Então o que fazer? Acabar com elas? Nem pensar! Mas tudo só pedreiras? Claro que não! Recordo-me que, em 1999, comecei a ouvir que Alqueidão da Serra iria boicotar as eleições de Outubro. Queriam explorar pedra preta - única no País - onde houvesse, e não os deixavam. Fui a uma reunião na junta de freguesia que se prolongou até às 3 horas da manhã. A sala estava cheia. Ouvi os argumentos e expliquei os meus. Conversámos muito. Quando saí, com tudo resolvido, as pessoas de lá convidaram-me a ir comer uma alheira e a beber um copo de vinho. Foi muito grande a minha satisfação!

O que foi que lhes disse?
Falei-lhes com o coração. Perguntei-lhes onde queriam viver, se não gostavam de ouvir os pássaros e olhar e ver as árvores à volta de casa? Será que queriam destruir tudo isso e ficar apenas com pedra? Vão comer a pedra? Pedi--lhes para fazerem contas à vida. Se achavam bem a ausência de regulação? “Explorar onde houver”, seria uma espécie de caos. No final da noite, venceu o bom senso da população. Depois foram votar, e continuou a aplicar-se o Plano de Ordenamento do PNSAC.

O bem-comum da Humanidade teria de suplantar os grandes interesses económicos para alterar esta situação...
Sim. Os interesses económicos são uma questão muito complexa... Estou muito preocupado com a Humanidade e com o nosso País. Como “seres civilizados”, existimos há oito ou dez mil anos. Como espécie, somos um grãozinho na grande praia do tempo. Onde estaremos daqui a oito mil anos, se as coisas  continuarem a este ritmo? Perante a eventualidade da Terra deixar de nos poder suportar, alguém apontou a solução de colonizarmos outros planetas. Uma nave para fazer o trajecto até outro planeta teria de ultrapassar a velocidade da luz e ainda não se sabe como fazê-lo. Mas, independentemente disso, o sistema económico mundial seria incapaz de suportar os custos da criação de veículos de transporte planetário, equipamento e alimentação, para transportar uma população humana viável para um planeta distante. E que planeta? E nem sequer colocava em cima da mesa o factor tempo. Estamos limitados à Terra. Nem a Lua, nem Marte são alternativas. Não é viável, economicamente, criar ali colónias. Íamos ter a população mundial a trabalhar para alcançar esse objectivo. n

“Somos um grãozinho”

As alterações climáticas são inevitáveis? É possível minimizar o processo?
É um assunto controverso. Há cerca de 25 anos, eu estava a fazer climatologia, na faculdade, e por estudos e percepção, já achava que estávamos numa situação de aquecimento global. Eu e mais dois ou três colegas. Mas os professores acreditavam que as alterações na temperatura do planeta era normais. Afinal, a última glaciação terminou há apenas dez mil anos - pois... e também, a variação média da temperatura global é de um grau em dez mil anos. A minha argumentação assentava no facto de, a espécie humana, desde o século XVIII, ter aumentado enormemente o consumo de combustíveis, a emissão de dióxido de carbono e a desflorestação. Parecia-me óbvia a relação directa de causa-efeito no aquecimento global. Estamos a intervir muito no “sistema global Terra” e de uma forma que resulta numa subida rápida da temperatura, fora dos ciclos “normais” da mecânica planetária. Como espécie, estamos cá há cerca de 35 mil anos (Cro-Magnon) e apenas desde há 200 anos é que começámos a deixar esta enorme pegada ecológica, quando se deu a  Revolução Industrial e o consequente e sempre crescente consumo de energia. A China tem apenas 20 anos de consumo energético intensivo crescente, poluição e danos ambientais profundos... e o impacto ambiental causado na ex-URSS, com os seus planos de produção quinquenais?

Em formação contínua

Olímpio Alegre Pinto, 66 anos, geógrafo de formação. Foi director do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros entre 1999 e 2001, a que se seguiu a direcção do Parque Natural do Tejo Internacional. Frequentou 22 estabelecimentos de ensino diferentes e oito faculdades de seis universidades diferentes. Embora tenha ingressado no ensino superior como aluno de Engenharia, na Academia Militar, até ao 5º ano do curso, após ter combatido na guerra do Ultramar, acabou por licenciar-se em Geografia, na Universidade de Lisboa. A esta licenciatura juntou duas pós-graduações, uma em Ciências da Educação. “Quase de seguida, na Nova, fiz mais uma pós-graduação em Ordenamento do Território e Planeamento”, recorda. E tudo começou porque, em 1971, um familiar, como prenda de casamento, ofereceu a Alegre Pinto uma assinatura anual da National Geographic Magazine. “Tenho décadas de assinaturas da revista. Num dos números editados na década de 70, sobre a Amazónia, verifiquei que sete milhões de hectares, por ano, desapareciam, na região tropical, por acção do Homem. Acendeu-se uma luz cá dentro. Anos depois, já eram 17 milhões”, lembra. Não foi a razão exclusiva, admite, mas foi muito motivadora para a troca de curso. Nos tempos livres, adora “caçar” animais e plantas, com a objectiva da máquina fotográfica. Executa funções no Instituto de Conservação da Natureza há 21 anos, sendo, actualmente, técnico superior na instituição.

Textos: Jacinto Silva Duro

Fotos: Ricardo Graça

 

Fonte: Jornal de Leiria

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 14:54

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Percursos pedestres do PNSAC

Campo dos Moinhos de Vento

 

Tipo de percurso: pedestre, circular

Extensão aproximada: 12 km
Duração aproximada: 6h

Ponto de partida: Pólo de Animação – Centro de Actividades de Ar Livre de Alvados

Ponto de chegada: Pólo de Animação – Centro de Actividades de Ar Livre de Alvados

Tipo de piso: Caminhos de pé posto, carreteiros e troços de estrada de terra batida/alcatroada

Grau de dificuldade: médio

Enquadramento: Planalto da Serra de Santo António, abrangendo três formas geomorfológicas notáveis, a depressão de Alvados, o Castelejo e a Fórnea.

Principais acessos: Estrada que liga Porto de Mós a Mira de Aire.

Infra-estruturas: Centro de Actividades de Ar Livre, Café, Loja de Artesanato, Parque de Merendas e Restaurante (Alvados).

Alguns pontos de interesse: Pólo de Animação de Alvados, Lagoa de Alvados, Costa de Alvados, Chainça e Covões Largos, Vale da Canada, Carvalhal do Orçário, Alvados.

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 13:44

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Projecto Rios - 1ª Saida de Campo

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 13:24

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Domingo, 20 de Março de 2011

Algar descoberto na A1

Algar descoberto durante a execução da Autoestrada A1 que atravessa e separa em dois o Parque Natural de Serra de Aire e Candeeiros. Este ficou preservado.

 

 

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 14:13

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Sábado, 19 de Março de 2011

Gruta vista à luz de capacete

Mira de Aire 

grutas_tn

Luzes desligadas, capacete, acção. É desta forma que se prepara a visita às Grutas de Mira de Aire sem a iluminação eléctrica.
Sábado de manhã. O sol brilha forte em Mira de Aire. No auditório das grutas um grupo de cinco pessoas coloca os capacetes e testa as luzes. Para traz fica um vídeo que apresenta as grutas e a sua história. João Almeida vem de Lisboa com a família, a esposa Lina e a pequena Maria. Índia e Flor, de 14 e 10 anos, são de Mira de Aire. O grupo desce às profundezas da terra e mergulha na escuridão, cortada pelas luzes dos capacetes usados pelos espeleólogos.
Sem a iluminação, a gruta ganha uma nova sensualidade. Não revela de uma só vez as grandes salas, com toda a sua grandiosidade. Vai-se mostrando aos poucos. À medida que a visita avança, cada pessoa vai iluminando pequenos detalhes, os brilhos, uma estalactite que se cruza pelo olhar. A mesma gruta é vista por todos, mas cada um leva a sua imagem pessoal, o seu próprio trajecto.
Talvez pela visão ficar mais limitada, os sentidos ficam mais apurados e os pingos ou a água que corre pelo Rio Negro, ganham uma nova força e expressão. Não se vê, mas sente-se a presença forte da natureza.
À beleza visual junta-se a informação. O guia vai explicando a evolução da gruta, a sua história, a geologia e os trabalhos científicos que todos os anos ali têm lugar.

“Sentimo-nos exploradores”
Cerca de 40 minutos depois e a 110 metros de profundidade, o elevador traz o grupo até à superfície, de regresso ao dia ensolarado. À saída há ainda tempo para ver a exposição de rochas, minerais e fosseis.
Para João Almeida termina uma visita onde pode “redescobrir o que tinha visto há 30 anos” e que “graças aos capacetes leva-nos a olhar mais ao detalhe”. “Os brilhos” fizeram a pequena Maria render-se aos encantos das entranhas da terra e para a mãe, Lina, esta visita aguça a veia exploradora. “Sentimo-nos mais próximos do que é descobrir a gruta, sentimo-nos quase espeleólogos!”, afirma.
Índia e Flor, habituadas a percorrer os 600 metros da visita, rendem-se a esta visita às escuras. “Sentimos que estamos a descobrir as grutas e podemos ver as coisas de outra maneira”, referem as jovens.
O grupo regressa à entrada das grutas. Lá em baixo, as luzes já estão acesas novamente. Sábado de manhã, outros grupos descem à catedral do calcário, que volta a revelar-se iluminada.
As visitas às escuras, essas continuam, por marcação.

 

Fonte: www.oportomosense.com

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 01:34

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Terça-feira, 15 de Março de 2011

Visita à Valicova - Projecto bosques

Esta foi a nossa primeira saída para o Projecto Bosques desenvolvido pelo Ciência Viva.

Tomou lugar na Valicova pois é um bosque muito rico em biodiversidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 23:13

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Projecto “Bosques do Centenário”

As inscrições para o projecto Bosques do Centenário, iniciado em 2010, estão abertas até dia ao próximo dia 21 de Março. O projecto dos Bosques do Centenário conta já com 68 municípios inscritos e três participações da sociedade civil, o que se traduz em 10280 novas árvores no território nacional.


A evolução do projecto pode ser apreciada no site da Árvore do Centenário onde os Bosques têm uma rubrica própria, acessível em:
http://arvore.centenariorepublica.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=39&Itemid=45. 

 

O projecto Bosques do Centenário insere-se nas Comemorações do Centenário da República e tem como objectivo plantar pequenos bosques de 100 árvores de espécies autóctones em cada um dos municípios de Portugal como forma de assinalar os 100 anos de instauração da República Portuguesa, assinalando esta efeméride com a plantação de “monumentos vivos” em cada um dos 308 municípios portugueses.

 

 

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 22:14

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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Morcegos no PNSAC...

Nacional

Lançamento oficial do Ano do Morcego e do site do Ano do Morcego-02.03.2011

 

Das 27 espécies em Portugal, muitas estão ameaçadas de extinção

No dia 2 de Março, teve lugar na Lapa da Canada, em Nascentes do Alviela, a cerimónia de lançamento do Ano do Morcego, que contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente. Simultaneamente foi divulgado o site português do Ano do Morcego

A actividade contou com uma visita a uma gruta onde já foram identificadas 12 espécies de morcegos e que alberga colónias de maternidade de várias espécies, sendo um dos abrigos subterrâneos mais importantes do país.
              
            
           Momento da anilhagem dos morcegos acompanhada pelo Secretário de Estado

             
            
            Durante a anilhagem registam-se os dados de cada indivíduo: espécie, sexo e peso

A Convenção de Bona e o EUROBATS declararam os anos de 2011 e 2012 como o Ano do Morcego. Esta campanha será dinamizada em Portugal pelo ICNB. 

Estas comemorações têm um papel importante na divulgação da importância dos morcegos e dos desafios de conservação que enfrentam, de modo a melhorar a sua imagem e contribuir para a sua conservação e para a conservação dos habitats e ecossistemas de que dependem.

Existem mais de 1100 espécies de morcegos no mundo, totalizando cerca de um quinto de todos os mamíferos. Em Portugal são actualmente conhecidas 27 espécies de morcegos, que correspondem a mais de um terço das espécies de mamíferos que ocorrem no território. São todas protegidas e muitas delas ameaçadas de extinção.

Para além de legislação nacional os morcegos portugueses estão protegidos pela Directiva Habitats na União Europeia, pela Convenção de Berna do Conselho da Europa, e pela Convenção de Bona sobre as Espécies Migradoras. No âmbito da Convenção de Bona foi adoptado um Acordo orientado para a conservação das espécies de morcegos, que Portugal acompanha activamente: o EUROBATS – Acordo sobre a Conservação das Populações de Morcegos Europeus.

 

Fonte: ICNB

publicado por pnsac-viveatuanatureza às 19:37

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Workshop Serra de Aire 26 e 27 Março - FOTONATURE

 Local Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

Data 26 e 27 Março 2011

Preço 95 Euros

Nível Fotográfico Intermédio

Estilo Fotográfico Paisagem Natural

Duração 16 horas

Nível Exigência Física Fácil

Clima Temperatura Moderada

INSCRIÇÕES:
Mail: info@foto-nature.com
Tlm: 91 8856630
www.foto-nature.com

Fonte:http://www.colorfoto.pt
publicado por pnsac-viveatuanatureza às 19:22

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